Dia Aberto do Simpósio de Investigação GCBC 2025

Todos os anos, o Centro Global de Biodiversidade para o Clima organiza um simpósio de investigação centrado na partilha de grandes ideias, práticas transformadoras e histórias de impacto.

Este ano, convidámos toda a comunidade do GCBC a participar no evento através de um Open Day em linha na terça-feira, 4 de março de 2025.

O programa do Dia Aberto incluiu quatro sessões interessantes com oradores de todo o mundo. Podes aceder às gravações das sessões abaixo.

Para além disso, as principais conclusões de cada sessão do painel foram lindamente concretizadas através das ilustrações de Elly Jahnz.
 

Sessão de abertura: Por que razão é importante apoiar a investigação inovadora na intersecção entre as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a redução da pobreza.


 

Painel de discussão 1: Contribuir para os objectivos globais – Explorar a ciência subjacente aos quadros e objectivos nacionais e globais.


 

Painel de discussão 2: Reforçar a ligação entre as provas e as políticas, com destaque para as práticas de toda a comunidade do GCBC.


 

Painel de discussão 3: Aproveitar o investimento do sector privado em soluções baseadas na natureza.


 
Para mais informações, lê o nosso blogue sobre o Simpósio, escrito por Samantha Morris, para explorar os principais resultados do evento de três dias.

Muito obrigado a todos os membros da nossa comunidade de investigação do GCBC que se juntaram a nós pessoalmente e online para o simpósio, e aos nossos maravilhosos oradores, palestrantes e presidentes de mesa pela vossa visão, experiência e por terem generosamente dado o vosso tempo para estarem connosco.

Concurso de Bolsas de Investigação 2 (RGC2): O GCBC atribui 13,4 milhões de libras esterlinas em subvenções da APD do Reino Unido para investigação destinada a encontrar soluções baseadas na natureza para as alterações climáticas e a redução da pobreza

O RGC2 atribui 18 novas bolsas para projectos subvenções para projectos no valor de 13,4 milhões de libras com base no tema: “Promover a inovação na forma como a biodiversidade pode apoiar a resiliência climática e os meios de subsistência sustentáveis através da prática e da governação”.

Os pedidos iniciais de notas conceptuais para o segundo concurso de subvenções à investigação do GCBC (RGC2) ascenderam a 507, provenientes de parceiros principais em 60 países elegíveis para a UK-ODA. Esta resposta mais do que triplicou as 155 candidaturas apresentadas para a primeira ronda de subvenções em 2023. Das notas conceptuais iniciais, 56 candidaturas foram selecionadas para apresentar propostas completas.

As subvenções foram atribuídas com base em vários critérios, incluindo a contribuição das candidaturas para o contexto do tema RGC2. Para tal, foi necessário avaliar a compreensão dos candidatos quanto à forma como a resolução das lacunas de provas sobre o potencial das soluções baseadas na natureza que utilizam espécies menos utilizadas (plantas, animais, insectos, fungos, árvores, etc.) pode contribuir para

  • melhorar os meios de subsistência das populações pobres através de uma maior resistência às alterações climáticas;
  • satisfazer a procura de recursos ou serviçose
  • proteger e conservar os conhecimentos tradicionais e a biodiversidade.

Preencher estas lacunas de provas é fundamental para encontrar abordagens inovadoras que orientem a prática e a governação.

As alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a pobreza são três dos desafios mais prementes que o mundo enfrenta atualmente e estão fundamentalmente interligados. As alterações climáticas, impulsionadas pela atividade humana, afectam cada vez mais e de forma negativa as pessoas e o ambiente natural. A perda de biodiversidade, que também resulta da atividade humana, está a provocar a degradação das paisagens e dos solos e a aumentar a insegurança alimentar. Esta exacerba O risco climático reduz a resiliência dos ecossistemas naturais e geridos. Infelizmente, as pessoas que vivem na pobreza são frequentemente as mais vulneráveis e as menos capazes de responder aos impactes das alterações climáticas e da perda de biodiversidade.

Ao trabalhar em parceria com cientistas, instituições de investigação e profissionais de todo o mundo, o GCBC procura desenvolver investigação inovadora e abordagens escaláveis para a conservação e utilização sustentável da biodiversidade. Isto terá um impacto na resistência dos ecossistemas às alterações climáticas, travando e invertendo a perda de biodiversidade, contribuindo para a redução da pobreza e ajudando os países a alcançar um futuro positivo para a natureza. O GCBC é financiado pelo Ministério do Ambiente, da Alimentação e dos Assuntos Rurais do Reino Unido trabalha em parceria com DAI como Gestor de Fundos Principal e Jardins Botânicos Reais, Kew como responsável científico estratégico.

Os 18 projectos adjudicados no âmbito do RGC2 serão executados em 16 países do Sul Global elegíveis para a APD do Reino Unido; sete países da América Latina (incluindo a América Central) e das Caraíbas (Brasil; Colômbia; Equador; República Dominicana; Guatemala; Panamá; Peru); seis da África Subsariana (República Democrática do Congo; Etiópia; Gana; Quénia; Tanzânia; República do Congo); e três do Sudeste Asiático e do Pacífico (Camboja; Indonésia; Vietname).

Onze dos projectos do RGC2 abrangem grandes áreas temáticas: Agroflorestação; abordagens lideradas pela comunidade; gestão integrada da terra/água; e restauração florestal. Sete dos projectos abrangem áreas de investigação mais específicas: Restauração de ervas marinhas; Mercados de carbono; Banco de sementes biodiversas; Restauração de mangais; Turfeiras; Uso da terra (nível da paisagem); e Espécies subutilizadas para restauração do solo.

Esta nova ronda de 18 projectos diversificados e inovadores representa uma consolidação do “Centro Global de Biodiversidade para o Clima” como programa emblemático de I&D da APD do Defra.Estes novos projectos darão continuidade à crescente reputação do GCBC no que respeita à produção de provas de elevada qualidade sobre a utilização eficaz e sustentável da biodiversidade para a resiliência climática e a melhoria dos meios de subsistência”. afirmou o Professor Gideon Henderson, Conselheiro Científico Principal do Departamento do Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido.

“Como responsável pela gestão do fundo, a DAI tem o prazer de continuar a nossa relação com o Defra e, especialmente, de dar as boas-vindas aos candidatos selecionados que se juntam à carteira de projectos do GCBC para a próxima fase de desenvolvimento do programa. Através desta ronda de projectos, continuaremos a apoiar cientistas, académicos e instituições de investigação que trabalham para reforçar a capacidade, aumentar a colaboração, realizar projectos de grande impacto e partilhar a aprendizagem sobre o nexo biodiversidade-clima-subsistência que terão um impacto na resiliência dos ecossistemas às alterações climáticas, travando e invertendo a perda de biodiversidade e contribuindo para a redução da pobreza” afirmou Luqman Ahmad, Vice-Presidente Sénior da DAI.

“Na sua qualidade de líder científico estratégico, o Royal Botanic Gardens, Kew, congratula-se igualmente com os novos projectos que se juntam à crescente carteira de projectos. As novas provas, dados e conhecimentos sobre pressões/impulsionadores, soluções e facilitadores para os diferentes temas dos concursos de subvenções apoiarão a adoção de abordagens sistémicas na abordagem do nexo entre clima, biodiversidade e meios de subsistência. Ao compreender e gerir as interações complexas entre a ciência, a sociedade e os múltiplos sistemas em interação através de escalas temporais e espaciais, será possível recomendar soluções – abordagens orientadas para a mudança transformadora em diferentes sectores e regiões,” afirmou a Professora Monique Simmonds, Diretora Adjunta, Ciência (Parcerias), The Royal Botanic Gardens, Kew.

Os 18 projectos financiados pelo RGC2:

Avaliando os créditos de carbono como um mecanismo de financiamento sustentável para as finanças participativast participativa na Tanzânia – Beneficiário principal: Universidade de Agricultura de Sokoine, Tanzânia (País: Tanzânia)

Biodiversidade para a resiliência climática e social: Capacitação das comunidades costeiras em práticas de produção sustentável no Equador – Beneficiário principal: Escuela Superior Politécnica del Litoral – ESPOL, Equador (País: Equador)

Ciência da biodiversidade em apoio à conservação comunitária de florestas locais ameaçadas em TompotikaSulawesi Central: Proteger a biodiversidade, os serviços ecossistémicos e os meios de subsistência locais resistentes ao clima – Beneficiário principal: Jardim Botânico do Missouri (MBG), EUA (País: Indonésia) Potencial da biodiversidade para meios de subsistência resilientes no Baixo Omo, Etiópia – Beneficiário principal: Universidade de Leeds, Reino Unido (País: Etiópia)

BREL-Borneo: Benefícios da restauração da biodiversidade para os ecossistemas e meios de subsistência em Borneo – Beneficiário principal: Royal Botanic Garden Edinburgh, Reino Unido (País: Indonésia) Catalogação e Classificação de Oportunidades para Espécies Laterais na Restauração de Solos Agrícolas Degradados na África Subsaariana (CROSSROADS-SSA) – Beneficiário principal: Universidade de Aberdeen, Reino Unido (País: Etiópia)

Criação de um Banco de Sementes Intercultural e Biodiverso com os indígenas “Resguardo Puerto Naranjo” para melhorar os esforços de restauração e conservação em áreas degradadas na Amazónia colombiana – Beneficiário principal: Fundação TropenbosColômbia (País: Colômbia)

EMBRACE: Envolvimento das Comunidades Locais na Utilização de Culturas Menoressation for Biodiversity conservação da biodiversidade e enriquecimento dos meios de subsistência – Beneficiário principal: Conselho de Investigação Científica e Industrial – Instituto de Investigação de Culturas Research Institute (CSIR-CRI), Gana (Países: Gana e Quénia)

Possibilitando a restauração florestal em larga escala e resiliente ao clima na Amazônia Oriental – Beneficiário principal: Universidade de Lancaster, Reino Unido (País: Brasil) Explorando caminhos de uso sustentável da terra para ecossistemas, segurança alimentar e alívio da pobreza: oportunidades para o programa de propriedade alimentar da Indonésia – Beneficiário principal: Universidade de Sussex, Reino Unido (País: Indonésia)

Recuperação florestal em terras indígenas: Restaurar a biodiversidade para múltiplos serviços de ecossistema, resiliência da comunidade e sustentabilidade financeira através de estratégias e incentivos informados localmente – Beneficiário principal: Instituto de Investigação Tropical Smithsonian, Panamá (País: Panamá)

Gestão integrada da terra e da água do Grande Amanzule Sistema de zonas húmidas – Beneficiário principal: Universidade de Educação, Winneba, Gana (País: Ghana)

NATIVE: Gestão Sustentável da Paisagem Fluvial para Comunidades Ribeirinhas Resilientes – Beneficiário principal: Universidade de Lincoln, Reino Unido (Países: Colômbia e República Dominicana)

Soluções baseadas na natureza para a resiliência climática das comunidades locais e Icomunidades locais e indígenas na Guatemala – Beneficiário principal: Universidade de Greenwich, Reino Unido (País: Guatemala)

Realisealizar o potencial dos recursos biológicos vegetais como novas oportunidades económicas para a Amazónia equatoriana: desenvolver uma bioindústria sustentável e resistente ao clima – Beneficiário principal: Universidad Tecnica Particular de Loja, Equador (País: Equador)

Reconhecer e recompensar a contribuição dos conhecimentos indígenas para a gestão sustentável da biodiversidade – Beneficiário principal: Wildlife Conservation Society (WCS), EUA (País: Camboja) TRIALS: Traduzir a investigação em ação para os meios de subsistência e as ervas marinhas: Estabelecimento de estabelecer bases científicas para a restauração de ervas marinhas e o potencial de carbono azul, com o desenvolvimento de meios de subsistência sustentáveis para as comunidades costeiras no Vietname Central – Beneficiário principal: WWF-UK, Reino Unido (País: Vietname)

Utilização da biodiversidade para apoiar meios de subsistência resistentes ao clima em turfeiras tropicais intactas – Beneficiário principal: Jardins Botânicos Reais, Kew, Reino Unido (Países: Peru, República do Congo e a República Democrática do Congo)

 

Crédito da foto (Detalhe): Laitche

 

 

 

 

Kaboni kwa Misitu Yetu: Assessing Carbon Credits as a Sustainable Funding Mechanism for Tanzanian Village Forests

Project Summary

Countries: Tanzania

Principal Investigator: Dr. Kajenje Magessa, Lecturer, Researcher and Consultant in policy and natural resources governance, Department of Forest Resources Assessment and Management, College of Forestry, Wildlife and Tourism (CFWT), Sokoine University of Agriculture (SUA). 

Kaboni Kwa Misitu Yetu is evaluating the economic, social and governance feasibility of accessing carbon markets to help sustainably manage village forests in Tanzania.

Challenge

Villages manage nearly half of all forests in Tanzania but are struggling to ensure management is economically and socially sustainable. Potentially, selling carbon credits could provide vital revenues and there are some high-profile examples of Tanzanian villages accessing carbon finance.

However, the feasibility of accessing these funds is untested for most village forests: considerable economic, social, technical and governance challenges must be surmounted if this approach is to be scalable across the country. Capacity needs to be built in communities, districts and at the national level and the experiences of villages already benefitting from carbon finance need to be shared widely so that more communities can make well informed decisions about whether and how to participate in carbon markets.

 

Insight

To address these challenges, we are working with communities who have expressed an interest in accessing carbon markets.

We will;

• Evaluate the economic and social viability of carbon finance for village forests;
• Assess the capacity and governance needs of communities and other stakeholders;
• Assess the potential for carbon revenues from sustainably managing village forests;
• Organise peer-peer exchanges to promote learning between villages engaged in carbon markets, and those interested in engaging;
• Recommend how national and international policy should develop to help villages capture the global benefits generated by their forest management.

Collaboration

The project is led by researchers from Sokoine University of Agriculture, working closely with communities from five Village Land Forest Reserves as well as experts from Tanzania’s National Carbon Monitoring Centre and Bangor University, Wales, UK.

 

We aim to evaluate the viability of carbon credits as a source of funding for Tanzanian village forests, and build stakeholders’ capacity to make informed decisions about how to harness carbon markets to combat climate change, safeguard biodiversity, and alleviate poverty in Tanzania’s forested areas.

Dr Kajenje Magessa, Principal Investigator, Sokoine University of Agriculture.

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Dr Kajenje Magessa

Dr Kajenje Magessa is a distinguished social scientist primarily focused on forests and their role in sustainable development. She has an extensive background in empirical research, across a range of topics including Participatory Forest Management, policy analysis, natural resource governance and the socio-economic impacts of conservation on rural livelihoods. Prior to her current role Dr. Kajenje served as a research officer at Tanzania Forestry Research Institute for more than a decade and has been a visiting lecturer at the University of Göttingen in Germany and Bangor University in the United Kingdom.

 


Photograph (detail): Laitche

DICOT: Biodiversity Science in Support of Community-led Conservation of Threatened Forests in Tompotika, Central Sulawesi: Protecting Biodiversity, Ecosystem Services, and Climate Resilient Local Livelihoods

Project Summary

Countries: Indonesia

Principal Investigator: Dr Carmen Puglisi, Missouri Botanical Garden, Dr. Kate Farley, Missouri Botanical Garden- CoPI, Dr. Laura Toro, Missouri Botanical Garden- CoPI

Contact: cpuglisi@mobot.org

DICOT works to empower the communities of the Tompotika Peninsula in Central Sulawesi to protect their forests from nickel mining concessions and enhance their nature-based livelihoods.

 

Challenge

The Tompotika Peninsula in Central Sulawesi is one of Indonesia’s most biodiverse regions. Despite the ecological importance of the Peninsula, scientific information remains limited constraining efforts to implement evidence-based conservation and to align local conservation efforts with national frameworks such as the Indonesian Biodiversity Strategy and Action Plan (IBSAP). Besides, the biodiversity of the Peninsula is under imminent threat from nickel mining and agricultural expansion.

These activities are threatening the integrity of forest ecosystems and have also resulted in the gradual reduction of the suitable habitat of the maleo bird (Macrocephalon maleo), an endangered and endemic bird species of Sulawesi that has been internationally recognized as a conservation priority by the International Union for Conservation of Nature (IUCN).

 

Insight

To ensure the protection of the biodiversity of Tompotika, the DICOT team will:

  • Characterise the plant biodiversity through botanical inventories, species extinction assessments, climate modeling, and ecosystem services mapping.
  • Document traditional ecological and biocultural knowledge to prioritise climate resilient species that support livelihoods and provide important ecosystem services.
  • Establish a community-run plant nursery for cultivation of selected plant species.
  • Disseminate the knowledge acquired with local, regional, and international stakeholders through community education and outreach as well as scientific publications and presentations.

Through a combination of biodiversity science and capacity building, this work will support the collaborative development of conservation proposals and promote the sustainable cultivation of economically important plant species to alleviate poverty and support climate resilience for the communities of Tompotika.

 

Collaboration

DICOT is an international partnership that brings together local people, non-profits, and national and international research institutions, and an interdisciplinary team of experts in plant diversity, ecology, conservation, and anthropology based in Indonesia, Germany, and the United States.

With this project, we will help the local communities of Tompotika protect their forests, livelihoods, and traditional knowledge. More importantly, we hope to engage and inspire the younger generation to become advocates for plant diversity and conservation.

Dr. Carmen Puglisi, Missouri Botanical Garden, USA

Dr. Carmen Puglisi

Dr. Carmen Puglisi is a plant taxonomist that specialises in the systematics of ebonies and gesneriads of Southeast Asia. She worked in the UK and Singapore before becoming the Curator of the Asian herbarium collection at the Missouri Botanical Garden in 2023. Dr. Puglisi is passionate about plant diversity, herbaria, and the training of the next generation of plant taxonomists in Southeast Asia.

 


Photo Credits

  1. Forests of Mount Tompotika. Photo taken by Kate Armstrong
  2. First expedition to the Heart of Tompotika. Photo taken by M. Isfandri
  3. Seedlings of Patchouli grown in the Tanah Merah community nursery
  4. Plant collection and labeling around Pangkalaseang, Central Sulawesi, left to right – Irvan Fadli Wanda and Muhammad Rifqi Hariri, Photo taken by: Natalie Konig
  5. Seedlings of Patchouli grown in the Tanah Merah community nursery
  6. Visit to the vegetable stands in the Luwuk market, Photo taken by: Yuli Kunjae
  7. First expedition to the Heart of Tompotika. Photo taken by M. Isfandri
  8. Header Image Enrico Kumesan

 

 

BREL-Borneo: Benefits of Biodiverse Restoration for Ecosystems and Livelihoods in Borneo

Project Summary

The BREL project aims to enhance forest restoration in Kalimantan by increasing the use of under-utilised tree species through innovative research, stakeholder engagement, and digital planning and monitoring tools, enhancing biodiversity, climate resilience, and community livelihoods.

Challenge

Species choices in existing restoration efforts have not been systematically documented and compared to the known native species diversity to assess gaps, and understanding of the current and potential species’ functional traits and resilience under future climates remains unknown. There is also a lack of knowledge on how under-utilised species can promote sustainable livelihoods as part of restoration activity through facilitating access to species with trade and utility value. This hampers further development of a bespoke and diverse species pool for use in Kalimantan lowland forests. There is introduced legislation to support the production and use of quality planting material in forest restoration, but implementation remains focused on a limited number of tree species.

 

Insight

Using a multi-disciplinary approach, we will produce novel protocols to optimise restoration outcomes through selection of resilient plant communities which will support climate change mitigation and suit local socio-ecological contexts across lowland forests of Kalimantan.
We aim to:
  • Publish a policy brief identifying key gaps in tree diversity (species, functional, economic) used in restoration and agroforestry when compared to the native tree flora, and analysing their impact on productivity and resilience in Kalimantan.
  • Create new knowledge of species-site matching for diverse landscape contexts and land use objectives in a changing climate, released in the Diversity for Restoration tool with bespoke content for Kalimantan.
  • Release the MyFarmTree app for Kalimantan to address bottlenecks in incorporating under-utilized species into seed and seedling supply chains and streamline the adoption of innovations in germplasm supply.
  • Validate rapid/remote surveys for plant biodiversity metrics, to achieve efficient plant biodiversity monitoring methodology and demonstrate route to full Biodiversity Credit Certification for a selected site as a pilot.
  • Disseminate decision support tools and new knowledge resources to enhance plant biodiversity in restoration efforts across Kalimantan, and link to existing seed supply chain infrastructure.
  • Create new partnerships and joint infrastructure established for long-term enhancement and monitoring of plant biodiversity in restoration and associated livelihood benefits.

Collaboration

The BREL project team brings together a blend of applied research and community-based expertise to enhance forest restoration in Kalimantan. Led by the Royal Botanic Garden Edinburgh, the consortium includes the Indonesian institutions BRIN, IPB, and YTAN, alongside international partners Bioversity International, UKCEH, the University of Aberdeen, and Plan Vivo Foundation. Their combined strengths span taxonomy, forest ecology, climate modelling, germplasm supply, biodiversity monitoring, and socio-economic development. Together, these partnerships form a robust foundation for scalable, inclusive, and climate-resilient forest restoration.

 

Conservation can only succeed when the local context is understood and incorporated – our aim is to enable enhanced species choices in restoration projects which benefit both communities and biodiversity.

Dr Mark Hughes, Royal Botanic Garden, Edinburgh

Dr Hughes is Taxonomy Research Leader at the Royal Botanic Garden Edinburgh, with over 20 years research experience. His research focuses on better understanding the globally important plant diversity of the region and the threats it is facing, and using this knowledge to support meaningful and sustainable conservation action, with a particular focus on economically and ecologically important plants.

 

Header photograph (detail): Shahibul Anwar

EMBRACE: Engaging Local Communities on Endangered Trees and Minor Crops Utilization for Biodiversity Conservation and Livelihood Enrichment

Project Summary

Countries: Ghana, Kenya

Project Partners: AgroCircle, Kumasi-Ghana, Biodiversity Research Support Services, UK, iSLED, Kumasi-Ghana, Rowetwo Tree Nursery, West Pokot-Kenya

Principal Investigators: Dr Clement Oppong Peprah, Research Scientist, Council for Scientific and Industrial Research-Crops Research Institute and Dr. Jeannette Aduhene-Chinbuah, Research Scientist, Head of the Plantain and Banana Section at CSIR–Crops Research Institute, Ghana and adjunct lecturer at KNUST.

Challenge 

EMBRACE responds to the pressing challenge of biodiversity loss and climate vulnerability in smallholder farming systems across Ghana and Kenya. Rural communities depend heavily on natural resources for food, income, and cultural identity, yet rapid deforestation, land degradation, and the neglect of underutilized crops and endangered tree species threaten their resilience. Traditional knowledge on sustainable land management is gradually being lost, while modern farming practices often overlook the importance of ecological balance. This creates a dual challenge: how to restore degraded ecosystems while also improving livelihoods in ways that are socially inclusive and climate-resilient. The project therefore seeks to bridge scientific evidence with community knowledge, developing agroforestry models and conservation strategies that safeguard genetic diversity, enhance ecosystem services, and ensure fair benefit-sharing.

Insight

Through ecological surveys and aerial mapping, EMBRACE has built a robust evidence base to understand the richness of species, the extent of land degradation, and the potential for restoration. This scientific foundation is being paired with community co-creation, where farmers, traditional leaders, and local institutions help design agroforestry farmstead models that integrate endangered tree species with underutilized food crops. These farmsteads not only safeguard genetic diversity but also provide sustainable livelihood opportunities through practices such as beekeeping, snail rearing, and mushroom cultivation.

 

Collaboration

EMBRACE thrives on strong partnerships that bridge science, policy, and community action. At its core, the collaboration between the Council for Scientific and Industrial Research Crops Research Institute (CSIR-CRI) in Ghana, CSIR-Forestry Research Institute, the Kenya Forestry Research Institute (KEFRI), and the University of Eldoret in Kenya, ensures a cross-country exchange of expertise and experiences. These institutions provide scientific rigour, technical capacity, and policy engagement pathways to embed project findings into national strategies. Beyond research partners, the project works closely with local communities, traditional authorities, district-level Forestry and Agriculture offices, and smallholder farmer groups, ensuring co-creation and ownership of solutions.

With EMBRACE, we are together with local communities planting legacies. Every seed conserved, every degraded land restored, carries the promise of biodiversity, culture, and resilience for posterity.

Dr Clement Oppong Peprah, Principal Investigator, Council for Scientific and Industrial Research-Crops Research Institute

Dr. Clement Oppong Peprah

Dr. Clement Oppong Peprah is a Research Scientist (Agronomist) at the Council for Scientific and Industrial Research-Crops Research Institute (CSIR-CRI), Ghana. He co-leads the EMBRACE project, focusing on biodiversity conservation, climate resilience, and sustainable agroecosystems. His research spans food systems, agroforestry, and community-based adaptation strategies, with a strong emphasis on gender equality and social inclusion. Dr. Peprah has worked on multi-institutional projects across sub-Saharan Africa and contributed to policy dialogues on climate-smart agriculture. Passionate about bridging science and community action, he works to ensure that research translates into practical solutions for resilient livelihoods. He holds a PhD in Agricultural Science from the Tokyo University of Agriculture and Technology, Japan.

Dr. Jeanette Aduhene-Chinbuah

Dr. Jeannette Aduhene-Chinbuah is a Research Scientist and Head of the Plantain and Banana Section at CSIR–Crops Research Institute, Ghana, and an Adjunct Lecturer at KNUST. She co-leads the EMRACE Project, advancing biodiversity conservation, climate resilience, and sustainable agroecosystems. She earned a PhD in Biological Production Science (Soil Chemistry) from Tokyo University of Agriculture and Technology, where she also served as Assistant Professor. Her work integrates science and practice to strengthen farming communities through food systems, agroforestry, and inclusive climate adaptation. With expertise in gender-responsive approaches, she contributes to multi-disciplinary projects and climate-smart agriculture policy.

Recuperação florestal em terras indígenas: Restaurar a biodiversidade para múltiplos serviços ecossistémicos, resiliência da comunidade e sustentabilidade financeira através de estratégias e incentivos informados a nível local

País: Panamá Parceiro principal: Smithsonian Tropical Research Institute, Panamá Resumo: O projeto centra-se num sistema sócio-ecológico com investigação e formação social e biofísica participativa e interligada que conduz a uma iniciativa inovadora de restauração florestal indígena. Os princípios de justiça social e equidade conduzirão a pagamentos por serviços ecossistémicos para proteger a biodiversidade, mitigar as alterações climáticas e melhorar a vida das pessoas que rejeitaram uma indústria extractiva. Os resultados contextualizados da complexa governação local a nacional fornecem informações vitais para o dimensionamento regional. Fotografia (pormenor): Fran Hogan

Permitir a restauração florestal em grande escala e resistente ao clima na Amazónia Oriental

País: Brasil Parceiro principal: Universidade de Lancaster, Reino Unido Resumo: O estado amazónico brasileiro do Pará tem uma meta ambiciosa de restaurar 7,4 milhões de hectares de floresta tropical até 2036, representando >50% das metas de restauração do Brasil. A restauração de diversas florestas em escala requer o desbloqueio do potencial de regeneração natural. Este projeto vai conseguir isso, orientando onde a restauração precisa de acontecer para maximizar os benefícios para o clima, as pessoas e o biota. Investigará também como garantir a permanência a longo prazo da regeneração natural, também designada por floresta secundária, na paisagem; atualmente, a maior parte da regeneração natural é convertida de novo em agricultura no prazo de cinco anos. Este trabalho, co-criado com um conjunto diversificado de partes interessadas da Amazónia, aborda três desafios negligenciados no que diz respeito à recuperação das florestas tropicais. Primeiro, ao trazer a biodiversidade para o centro do planeamento da restauração, define onde a restauração irá maximizar a diversidade de espécies, a conetividade da paisagem e apoiar espécies de interesse para a conservação. Em segundo lugar, vai além do sequestro de carbono e faz uma nova avaliação dos benefícios climáticos locais e regionais da restauração. Em terceiro lugar, ajuda a garantir a permanência da restauração através da compreensão das principais ameaças, como os incêndios. Finalmente, o projeto irá co-desenvolver uma ferramenta de priorização de fácil utilização para ajudar a orientar a implementação e tornar a regeneração natural uma solução escalável para as crises climática e de biodiversidade na Amazónia.

Realizar o potencial dos recursos biológicos vegetais como novas oportunidades económicas para a Amazónia equatoriana: desenvolver uma bioindústria sustentável e resistente ao clima

País: Equador Parceiro principal: Universidad Tecnica Particular de Loja Resumo: A região amazónica equatoriana tem poucas e muito marginais oportunidades económicas para as comunidades locais e os agricultores. Os factores de stress económico normalmente desencadeiam a necessidade de extrair recursos valiosos das florestas primárias, ou seja, espécies de madeira de alto valor. Algumas destas espécies podem ser utilizadas para a produção de óleos essenciais. Os parâmetros técnicos legais, económicos e biofísicos, bem como o potencial de produção de óleo essencial destas espécies promissoras, serão avaliados através de métodos científicos sólidos. Isto servirá para estabelecer uma indústria sustentável e inteligente em termos climáticos como uma alternativa económica, produzindo óleos essenciais altamente procurados. Isto, por sua vez, irá travar a perda de biodiversidade das espécies selecionadas, contribuindo simultaneamente para os meios de subsistência locais.

Os bolseiros do GCBC participam na 16ª reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica (COP 16)

Por beneficiários do GCBC

Vários dos bolseiros do GCBC participaram na COP16 em Cali, Colômbia, entre 21 de outubro e 1 de novembro de 2024. Durante este encontro global, os delegados debateram os progressos na implementação do histórico Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (2022), enquanto os negociadores discutiam formas de preservar a biodiversidade e enfrentar o impacto das alterações climáticas.

O Programa de Apoio à Transição para a Natureza (PTTN) – O Centro Mundial de Monitorização da Conservação do PNUA (UNEP-WCMC) organizou um evento paralelo “Transformar as economias para a natureza e para as pessoas” para esclarecer a dependência das economias dos países em relação à natureza e a importância de repensar a forma como podem alterar as suas trajectórias de desenvolvimento para alcançar o desenvolvimento sustentável. O evento contou com um painel composto por representantes dos governos da Colômbia, Equador, Gana e Vietname. O evento apresentou os resultados do programa alcançados até à data e suscitou um debate animado sobre a forma como os desafios identificados podem ser abordados. Lê mais sobre este programa em: https://lnkd.in/dmpp2cdt

Equipa de apoio à transição para a natureza
A Equipa de Apoio à Transição para a Natureza na COP16

CIASE, parceiro do GCBC no Plano Climático da Reserva Indígena Gran TescualO CIASE, parceiro do GCBC no Plano Climático da Reserva Indígena Gran Tescual, organizou um evento paralelo com a Reserva Indígena Gran Tescual, intitulado“Diálogo Pan-Amazônico: Experiências Interseccionais sobre Biodiversidade e Clima”.Genith Quitiaquez (ex-governadora da Reserva), Carola Mejía (Coordenadora de Justiça Climática da Rede Latindadd), e Rosa Emilia Salamanca (Diretora do CIASE) compartilharam percepções sobre as maneiras pelas quais a interseccionalidade, o cuidado e a resiliência transformadora podem fortalecer os laços entre a biodiversidade e a ação climática.

O CIASE participou também noEncontro Internacional sobre Mulheres e Biodiversidadeem colaboração com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Colômbia e o Vice-Ministério da Mulher. Este esforço contribuiu para a Declaração Inírida,um conjunto de recomendações destinadas a incluir as mulheres e as diversas populações na ação climática e na conservação da biodiversidade.

Em colaboração com o Governo de Nariño, um departamento da Colômbia, o CIASE apresentou também umaexposição fotográficamostra a riqueza botânica do Gran Tescual, inspirada noGuia Botânico Ilustrado da Reserva do Gran Tescual.Esta iniciativa insere-se no projeto “Plano Climático da Reserva do Gran Tescual”.

 

CGIAR / CIP – Centro Internacional da BatataEquipa do projeto “Aproveitamento da Diversidade das Culturas Andinas para Resistir às Alterações Climáticas em colaboração com a Agrosavia, organizou um evento sobre Conservação Integrada, que melhora as ligações entre a conservação da agrobiodiversidade in-situ e ex-situ. Estiveram presentes numerosos “guardiões de sementes” da Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Para saber mais, a ficha informativa de acesso livre em espanhol, Caracterizar a agrobiodiversidade é fundamental para a adaptação dos sistemas agrícolas andinos à seca e às pragas, está disponível para descarregar aqui.

Aliança da Bioversity International ‘Diversidade para a Resiliência e os Meios de Vida’ O gestor do projeto, Dr. Dejene K. Mengistu, da Alliance of Bioversity International, e o Dr. Basazen Fantahun, do Ethiopian Biodiversity Institute (EBI) (um parceiro de implementação local), apresentaram um cartaz descrevendo os factores impulsionadores e os bloqueios das vias de desenvolvimento verde, um quadro de investigação proposto, os objectivos do projeto e as actividades planeadas com os resultados esperados a mais de 250 participantes presentes na zona azul da COP16. A apresentação do cartaz foi bem recebida, gerando comentários construtivos e sugestões de especialistas experientes nas áreas de restauração e gestão florestal.